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12 de setembro de 2018

Presidente da Anamatra participa de evento de magistrados do Trabalho em Natal

Satisfeito, o Juiz Guilherme Feliciano disse que encontros como esse são fundamentais, haja vista que o tribunal - em sua institucionalidade- abre diálogo com seus juízes e associações.

Para ministrar a palestra ‘Metas na Justiça do Trabalho. Uma análise crítica em face do novo contexto institucional´, esteve nesta quarta-feira (12), no V Encontro Institucional de Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região,  o presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), o juiz Guilherme Feliciano.

Satisfeito, Feliciano disse que eventos como esse são fundamentais, haja vista que o tribunal - em sua institucionalidade- abre diálogo com seus juízes e associações.

“Fico feliz em participar de encontros como esse, principalmente quando discutimos sobre modelos estratégicos aplicados pelos tribunais. Analisando a realidade atual, o que vemos é que a partir de uma lógica  e mesmo opção do próprio CNJ, é seguido um modelo superado, ao nosso ver, na medida em que traz ao juiz, uma circunstância de transformá-lo em um agente de decisão, que na verdade produz e reproduz decisões muito mais preocupado com a produtividade, com números e com a reprodução de pensamentos, do que propriamente com a solução dos litígios concretamente estabelecidos. E isso é muito ruim”, disse Guilherme Feliciano, esclarecendo que em sua perspectiva, a jurisdição precisa humanizar-se cada vez mais e não mecanizar-se.

E completou: “essa é uma reflexão que trago aos colegas, destacando que - evidentemente - a duração razoável do processo é uma garantia do cidadão e, portanto, o juiz precisa se preocupar com isso, mas apenas neste sentido há de se entender a necessidade de alguma produtividade. Para além disso, a preocupação do magistrado deve ser resolver e pacificar socialmente”.

Ainda durante a manhã, foram discutidos temas como ‘Processos e gestão de riscos: inovação no judiciário”, com o Cientista da Computação com MBA em Gestão de TI, Mestre em Informática Aplicada pela Universidade de Fortaleza, Welkey Costa, que com experiência de anos na imprensa oficial, PGE e Ministério Público, ambos no RN, deu destaque especial à linguagem utilizada pelos tribunais para se fazerem entender nos dias em que as redes sociais são os veículos mais rápidos de acesso à informação.

Já a desembargadora do TRT6, Eneida Melo Correia De Araújo trouxe para a discussão, a independência funcional do juiz, tratando a competência e autonomia.

A tarde,  o foco foi nas mutações do trabalho e os cuidados com a saúde e constelação sistêmica no poder judiciário, ambos com o painelista Carlos Henrique Cruz, que é psicólogo (UFRJ), mestre em Psicologia (UFRJ), Especialista em Psicologia Jurídica (UERJ), Membro e ex-professor da Sociedade de Hipnose Médica do Estado do Rio de Janeiro, Especialista e Professor em Constelação Familiar com atuação na Justiça Federal e no Tribunal de Justiça.

 

Autor: FLÁVIA FREIRE